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Saiba tudo sobre o Projeto
Iguaçu
Baixe
o Google Earth e os arquivos com o mapa das intervenções
do projeto
O Projeto de Controle
de Inundações e Recuperação Ambiental
das Bacias dos rios Iguaçu/Botas e Sarapuí,
- ou Projeto Iguaçu – foi concebido pela Superintendência
Estadual de Rios e Lagoas (Serla), com ênfase em medidas
que evitem a reincidência dos fatores de desequilíbrio
ambiental na área que abrange os sete municípios
da Baixada Fluminense - Nova Iguaçu, Mesquita, Belford
Roxo, Nilópolis, São João de Meriti,
Duque de Caxias – e bairros da Zona Oeste, como Bangu
e Senador Camará, freqüentemente afetados por
enchentes, sobretudo, na época das chuvas intensas.
A bacia compreendida
pelos três rios principais e respectivos afluentes fica
localizada numa área correspondente a 726 quilômetros
quadrados. Com uma população estimada em 2,5
milhões de habitantes. O valor de R$ 270 milhões
já foi destinado pelo Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) para a execução da primeira
fase do projeto que prevê várias intervenções.
Nesta primeira etapa
estão sendo priorizadas obras emergenciais em decorrência
das fortes chuvas que atingem, sobretudo, os municípios
da Baixada Fluminense. A região por questões
geográfico-geológicas é mais suscetível
às enchentes, agravadas pela ocupação
das margens dos rios e afluentes, de encostas e áreas
de nascentes.
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As
primeiras intervenções foram direcionadas
aos municípios mais afetados. Em Belford Roxo,
o desassoremanento dos Canais de Cintura e do Outeiro
vão minimizar os efeitos das cheias nos Bairros
Lote XV, Jardim Brasil e Parque Amorim. Em Mesquita,
os Rios da Prata, Dona Eugênia e um trecho de
500 metros do Sarapuí também estão
sendo desassoreados. A conclusão das obras nos
dois municípios está prevista para meados
de março. No dia 11 de março será
realizada uma Licitação de Tomada de Preço
para obras de desassoreamento no canal auxiliar do Rio
Sarapuí, que beneficiará os bairros Jardim
Noia, Jardim Paraíso e Jardim Metrópole,
em São João de Meriti, outro município
da região bastante afetado pelas cheias. |
Desassoreamento
do Rio Prata na Alameda Tambaqui-Mesquita |
A ocupação
das margens dos rios por moradias de baixa renda se configura
como um dos agravantes para o problema das enchentes. Sem
rede de esgotamento sanitário, nem de coleta de lixo
adequada, os resíduos são lançados diretamente
nos corpos hídricos, provocando o assoreamento que
compromete o sistema de vazão das águas. Em
razão disso, a prioridade do Projeto Iguaçu
é a desocupação das faixas marginais
e o remanejamento de moradores. Na primeira fase serão
construídos cinco conjuntos habitacionais pela Companhia
Estadual de Habitação - CEHAB, totalizando 2.020
moradias, ao custo de R$ 75 milhões. A demanda de Duque
de Caixas é de 290 unidades habitacionais e será
absorvida pela prefeitura.
A verba já
foi liberada pelo Ministério das Cidades, e disponibilizada
por meio da Caixa Econômica Federal. As primeiras 252
unidades habitacionais e respectivas obras de infra-estrutura
serão construídas em Belford Roxo, pela Companhia
Estadual de Habitação (Cehab). Com início
das obras previsto para dia 6 de março. A Secretaria
do Ambiente deverá implementar nas novas moradias o
conceito de habitação-verde (green building).
Essa concepção inclui hidrômetros individuais
nas edificações multifamiliares, aproveitamento
de água da chuva, pavimentações permeáveis
que proporcionam infiltração da água
das chuvas, áreas de lazer que servirão também
para reservar águas de cheias (áreas pulmão),
madeira de origem controlada, entre outros itens.
As casas terão
dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.
Todos os conjuntos serão dotados de infra-estrutura
urbanística, equipamentos comunitários com conceitos
ecológicos, bem como, será exigido dos respectivos
municípios contrapartidas na prestação
de serviços de coleta de lixo e ações
de educação ambiental. Subseqüentemente,
serão construídas mais 144 casas em Mesquita,
110 em Nilópolis, 554 em Nova Iguaçu e 960 em
São João de Meriti.
Na fase posterior
à desocupação, o projeto prevê
o desassoreamento e canalização dos rios Iguaçu,
Botas e Sarapuí e respectivos afluentes e outras medidas
de controle de inundações provocadas pelas cheias
em períodos chuvosos. Nesta primeira etapa estão
programadas obras de mesodrenagem, que incluem substituição
de travessias, remanejamento de adutoras, recuperação
de comportas, construção de muros de combate
à erosão, recomposição de polderes
e de estruturas hidráulicas. Para o desassoreamento
de 33,40 km de rios considerados os drenadores principais
dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí a operação
será por dragagem flutuante e convencional e volume
total é estimado em 2.240.000 metros cúbicos.
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